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terça-feira, 5 de setembro de 2017 00:00:00

5 dicas de ouro para comprar imóvel em leilão sem arrependimento.


São Paulo – Retomados por falta de pagamento,os imóveis de leilões nunca foram tão ofertados na internet como agora. Muito abaixo do valor de mercado,eles são uma alternativa para quem não tem pressa para ter a casa própria e está disposto a tomar alguns cuidados.

Na Caixa,líder do mercado de crédito imobiliário nopaís, o número de imóveis retomados por inadimplência saltou81% em um ano. O banco retomou 8.775 imóveis em 2015 e 15.881 imóveis em 2016,segundo os últimos dados divulgados.

Emagosto, pela primeira vez, a Caixa colocou à venda 6 mil imóveis levados aleilão que não foram arrematados, por meio de corretores e imobiliárias.

“Comoaconteceu em 2008 nos Estados Unidos, a crise é uma oportunidade paraconsumidores e para o mercado se modernizar e dar mais segurança aoscompradores”, diz Marcelo Prata, fundador da plataforma de venda de imóveis emleilões Resale.

Naempresa de leilões online Sold, a quantidade de imóveis ofertados saltou 300%no 1º semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. “O mercadoleiloeiro é anticíclico. Estamos saindo de um ciclo ruim de retomada dosimóveis pelos bancos, mas no pico de oferta de imóveis para serem leiloados”,explica o leiloeiro da Sold, Henri Zylberstajn.

O perfil do público quearremata os imóveis de leilões também mudou. Antes, a maioria eram investidores embusca de lotes abaixo do valor de mercado para revender. No último ano, 83% dosimóveis foram arrematados por pessoas físicas, segundo um levantamento daZukerman Leilões. Carteira de investimentos: A Concórdia te mostra como criardiversificação de um jeito inteligente Patrocinado 

O preço dos imóveis dosleilões da Caixa é, em média, 30% mais baixo que o valor de mercado avaliadopelo banco, segundo um levantamento feito em maio pela plataforma de venda deimóveis em leilões Resale, encomendado por EXAME.com. Os descontosem imóveis leiloados por bancos pode chegar a 60%, segundo o leiloeiro da Sold.

No entanto, não é à toaque os preços dosimóveis leiloados são mais baixos. É preciso estar disposto a encarar algunsriscos e a tomar alguns cuidados para que a compra seja bem-sucedida. A seguir,confira algumas dicas para arrematar um imóvel em leilão sem sair no prejuízo:

1– Não tenha pressa

O maior risco de umleilão é o tempo que você pode demorar para entrar no imóvel. Isso porquemuitos imóveis que vão a leilão ainda não foram desocupados pelosseus antigos donos. Imóvel usado: 8 dicas da Racon para te guiar nessaavaliação Patrocinado 

Ao arrematar em umleilão, você ganha uma carta de arrematação para solicitar a desocupação, quepode demorar mais de um ano. Você corre o risco de ter que brigar na Justiça paraque o antigo morador saia do imóvel.

Porisso, participar de um leilão de imóveis só é indicado para quem tem paciênciapara esperar. “Leilão é para o mesmo perfil de quem compra um imóvel na plantae pode esperar o prazo de entrega. Não é para quem quer trocar o aluguel pelaprestação imediatamente”, explica Prata.

2– Prefira imóveis desocupados

Valelembrar que, se você tiver que entrar com uma ação para despejar o morador,terá um custo adicional. O banco pode preferir repassar esse processo dedesocupação da unidade ao novo proprietário e, assim, evitar despesas com taxasde condomínio em atraso e a própria ação judicial. A partir da venda do imóvel,taxas de condomínio e impostos em atraso são de responsabilidade do comprador.

Alémdisso, se o imóvel estiver ocupado, é provável que você não possa visitá-loantes de fechar o negócio. Por isso, é melhor se você puder arrematar um imóvelque já foi desocupado.

“Comprarimóvel em leilão não é para amadores. O imóvel menos arriscado é aquele queestá desocupado, pois muito dificilmente o morador vai abrir as portar para opossível comprador”, orienta advogado especializado em direito imobiliárioMarcelo Tapai, vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB deSão Paulo.

3– Leia o edital com atenção

Noedital, estão as principais informações sobre o imóvel a ser leiloado: a datado leilão, o valor mínimo de venda, o estado de conservação do imóvel, quem é ovendedor e de quem são as responsabilidades por cada um dos custos excedentes,como impostos e taxas de condomínio.

4– Tenha assessoria jurídica

Umimóvel pode ir a leilão por atraso no pagamento do financiamento, quando elevira propriedade do banco, ou por via judicial, por ações movidas por falta depagamento de mensalidades de condomínio ou IPTU.

Éimportante consultar um advogado que ajude a levantar as dívidas do atualmorador. Você pode ter que arcar com débitos deixados por ele.

Oadvogado também pode verificar se há ações judiciais contra a execução doleilão. Nem sempre os bancos esperam o julgamento final dessas ações paracolocar o imóvel em leilão extrajudicial.

Seo proprietário não foi informado sobre o leilão de seu imóvel, ele pode entrarcom uma ação para anular o negócio, mesmo que ele já tenha sido arrematado.

5– Faça pesquisa de preços

Éimportante pesquisar o valor de mercado do imóvel para avaliar se o descontooferecido no leilão compensa o risco de ter que arcar com custos de Justiça ede reforma.

Alémdisso, também é essencial definir um lance máximo, para que você não contraiauma dívida maior do que você pode. Se você desistir de arrematar um imóvelporque não tem dinheiro para a compra, pode ser punido com multa.

“Nãodá para arrematar imóvel na empolgação. Cada passo tem que ser muito bem pensado.Sem planejar os lances, você pode acabar pagando quase o preço de mercado’,alerta Tapai.

Fonte:http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/5-dicas-de-ouro-para-comprar-imovel-em-leilao-sem-arrependimento/

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